Ótima iniciativa: prefeitura de São Paulo pagará salário mínimo para travestis estudarem

A prefeitura de São Paulo anunciará no fim de janeiro a criação de uma bolsa de um salário mínimo mensal de R$ 788 para 100 travestis e transsexuais voltarem para as salas de aula e se matriculem em cursos técnicos do Pronatec. Para receber o salário do município, as beneficiárias terão que comprovar presença nas aulas, a exemplo do Bolsa Família.

Custando cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos em 2015, a iniciativa é inédita na América Latina e considerada prioridade pelo prefeito Fernando Haddad (PT), que pediu pessoalmente a elaboração do programa. O valor é três vezes maior do que o orçamento do próprio governo federal para ações voltadas ao público LGBT no ano passado. “O Brasil é o país que mais mata travestis no mundo. Quatro vezes mais do que o México, o segundo mais violento”, afirma Rogério Sottili, secretário de Direitos Humanos do município, responsável pela coordenação do programa. “Essas pessoas nunca foram tratadas como cidadãs, sempre foram empurradas para as ruas pelas famílias, pela escola e pela sociedade. Queremos tratá-las como gente, com a opção de se prostituir ou não”, acrescentou Rogério.

Após dois anos no programa, a ideia é que as participantes encerrem o projeto formalmente empregadas. O programa também oferecerá hormônios femininos para as travestis em unidades básicas de saúde, atendendo a uma demanda de aproximadamente duas mil pessoas que esperam tratamentos hormonais na rede pública. “Minha esperança é que isso me devolva o respeito, a dignidade. Quero poder entregar currículos e ser selecionada para trabalhar como todo mundo”, contou a paulistana Aline Rocha, de 36 anos, em entrevista ao jornal “O Globo”.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 21 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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