Conheça os atletas assumidos que estão nos Jogos Paralímpicos do Rio

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Assim como nas Olimpíadas Rio 2016, os jogos Paralímpicos dessa edição apresenta alguns atletas LGBTs! Ao todo, quatro competidores disputam por medalhas de ouro, prata e bronze e dão visibilidade para a comunidade arco-íris dentro do esporte, ou seja, dobrou o número de assumidos desde a edição dos Jogos em 2012, em Londres.

1. Jen Armbruster e Aysa Miller (Golbol)

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Originalmente nascida em Taipei, em Taiwan, em uma família de militares, Jen sonhava em se juntar as forças armadas, assim como o seu pai. Mas aos 14 anos, ela começou a perder a visão. Praticante de basquete, a atleta teve que abandonar o esporte ao perder 100% da visão. Já Aysa, de Michigan, nos EUA, sofre da doença de Stargardt, que causa a perda progressiva da visão até o ponto de cegueira total.

E foi graças ao golbol, jogo praticado por atletas que possuem deficiência visual, cujo objetivo é arremessar uma bola com as mãos no gol do adversário, as duas se conheceram e passaram a manter um relacionamento. Hoje, o casal tem um filho chamado Ryder.

2. Lee Pearson (Equestre)

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Lee Pearson nasceu com artrogripose múltipla congênita, uma doença congênita rara que se caracteriza por múltiplas contraturas articulares e pode incluir fraqueza muscular e fibrose. Hoje o atleta é um recordista, e já faturou 10 medalhas de ouro paraolímpicas! “Eu posso sonhar de vez em quando que eu tenho um corpo lindo, musculoso, mas eu não tenho uma escolha sobre minha deficiência, assim como eu não tenho uma escolha sobre ser gay”, disse Lee durante uma entrevista.

3. Moran Samuel (Remo)

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Nascida em Carmiel, em Israel, Moran Samuel estave na Força Aérea de Israel quando foi nomeada uma atleta de destaque no basquetebol. Mas em 2006, ela sofreu um acidente vascular cerebral espinhal que paralisou totalmente sua parte inferior do corpo. Mas isso não impediu que o seu amor pelo esporte morresse!

Depois de ser convencida pela sua namorada (e agora esposa, Limor Goldberg), ela se tornou uma remadora e jogou basquete com a equipe nacional de cadeira de rodas! Moran está cotada para arrasar no Rio depois de quebrar o recorde mundial e ganhar o ouro no Mundial de Remo 2015, na Itália.

4. Angela Madsen (Atletismo)

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Aos 56 anos, Angela Madsen integra a equipe de arremesso de peso e dardo nos Jogos Paralímpicos do Rio! Mãe desde os 17 anos, Angela também foi criada em uma família de militares. Aos 20 anos, em uma sessão de treinamento dos Fuzileiros Navais, ela caiu de costas e teve uma ruptura em dois discos em sua coluna vertebral. Depois de uma série de erros em sua cirurgia, Angela ficou paraplégica. Logo após, resolveu assumir sua homossexualidade.

Infelizmente, o Exército dos EUA recusou a pagar as contas médicas de Madsen, ou seja, ela acabou virando uma sem-teto devido aos gastos hospitalares. Vivendo fora de um armário, ela deu a volta por cima quando foi introduzida para o basquete de cadeira de rodas. Em 2007 outro triunfo! Ela se tornou a primeira mulher com deficiência a cruzar a linha do Oceano Atlântico, e dois anos depois tornou-se a primeira mulher a cruzar a linha do Oceano Índico.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!