Transfobia?! Rogéria afirma que “travesti tem que saber que não é mulher de verdade”

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Rogéria, que se autodefine como “o travesti da família brasileira”, parece não ter medo de dar o famoso close errado. Prestes a lançar sua biografia “Rogéria – Uma Mulher e Mais um Pouco”, a artista deu declarações polêmicas ao jornal Correio 24 Horas sobre transexualidade.

“Um travesti precisa de inteligência e talento para saber que não é mulher de verdade. Só tenho duas preocupações com o visual: não parecer prostituta, nem homem vestido de mulher”, afirma. Apesar das declarações, Rogéria, que nasceu com nome Astolfo Barroso Pinto, nunca escondeu sua sexualidade e começou a vestir roupas de mulher aos 12 anos.

A artista conta, ainda, que durante sua estadia em Barcelona para trabalhar na boate Gambrino’s, foi pressionada a se submeter à cirurgia de redesignação sexual, algo que nunca a atraiu: “Eu tenho o melhor de dois mundos (risos) e ainda vou mais rápido ao banheiro, porque o banheiro masculino não tem filas grandes como o das mulheres. Jamais seria um transexual, porque gosto de ser Astolfo e não cortaria meu peru por nada. E depois não existe isso de se criar uma buceta com uma operação – ou se nasce mulher ou não”.

Religiosa e ícone LGBT, Rogéria sofre duras críticas da militância graças a declarações como essa, mas diz que não liga. “Nasci homossexual, nunca fiquei em armário, não acredito em opção sexual e sempre me posicionei contra qualquer tipo de hipocrisia. Tem gente de movimento gay que não gosta de algumas coisas que digo, mas para esses eu falo que, antes deles chegarem, já existia Rogéria, meu amor”.

Apaixonado por Comunicação, Marcelo Haubrich é editor do Pheeno e também responsável pelo marketing e redes sociais do site! Além disso, o carioca de 25 anos acumula diversas funções na noite brasileira: designer, produtor, DJ, entre outras.

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