“A cultura heterossexual masculina é homoafetiva e cultiva o amor pelos homens”, afirma filósofa

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A filósofa e teórica americana Marilyn Frye, conhecida por seu trabalho sobre sexismo, racismo, opressão e sexualidade, levantou uma questão polêmica sobre a relação entre os homens heterossexuais em seu livro “Políticas da Realidade: Ensaios sobre Teoria Feminista”. Apesar da publicação ser do ano de 1983, o insight ainda é bem pertinente no que diz respeito ao machismo da sociedade. Confira abaixo e conta pra gente: você concorda?!

Dizer que um homem é heterossexual implica somente que ele mantém relações sexuais exclusivamente com o sexo oposto, ou seja, mulheres. Tudo ou quase tudo que é próprio do amor, a maioria dos homens héteros reservam exclusivamente para outros homens. As pessoas que eles admira; respeitam; adoram e veneram; honram; quem eles imitam; idolatram e com quem criam vínculos mais profundos; a quem estão dispostos a ensinar e com quem estão dispostos a aprender; aqueles cujo respeito, admiração, reconhecimento, honra, reverência e amor eles dejesam; estes são, em sua maioria esmagadora, outros homens. Em suas relações com mulheres o que é visto como respeito é gentileza, generosidade ou paternalismo; o que é visto como honra é a colocação da mulher em uma redoma. Das mulheres eles querem devoção, servitude e sexo. A cultura heterossexual masculina é homoafetiva, ela cultiva o amor pelos homens.

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