Gays com HIV indetectável não transmitem o vírus, comprova estudo

(Foto: Gary John Norman/Cultura Creative)

Um estudo internacional, financiado pela Fundação para a Pesquisa da Aids (amfAR), avaliou como se dá a transmissão de HIV em casais formados por homens gays sorodiscordantes, ou seja, em que um tem HIV e o outro não.

Resultados preliminares da pesquisa, apresentados esta semana na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Seattle, nos EUA, mostram que em pacientes em tratamento e com carga viral considerada indetectável (aqueles que têm no sangue menos de 200 cópias do vírus por ml), o risco de transmissão do vírus para o parceiro, mesmo em caso de sexo anal sem camisinha, pode variar de zero a apenas 4,2% ao ano.

A pesquisa, chamada “Os Opostos se Atraem”, é liderada pelo Instituto Kirby, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. No Brasil, o estudo está sendo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec). Dos 234 casais recrutados até dezembro, 135 são da Austrália, 52 são de Bangkok e 47 do Rio de Janeiro. Durante o período de um ano no qual os casais participantes foram acompanhados, nenhum soronegativo contraiu HIV de seu parceiro soropositivo.

Entre os soropositivos, 84% estava tomando antirretrovirais e 83% tinham carga viral indetectável. 58% dos casais relataram fazer sexo anal sem camisinha às vezes ou sempre. Os pesquisadores destacam que os resultados ainda são preliminares e que a recomendação é que o preservativo seja usado em todas as relações sexuais.

Casais gays sorodiscordantes que vivam no Rio de Janeiro e que tenham interesse em se informar sobre como participar do estudo podem ligar grátis para 9090 (21) 2260-6700.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!