Brasil foi país que mais matou minorias em 2017, aponta relatório

O Brasil foi o país com o maior número de assassinatos de pessoas LGBTQ, jovens negros, membros de grupos de defesa da terra e de policiais do mundo em 2017, apontou a Anistia Internacional em relatório divulgado na quarta-feira (07/03).

“Infelizmente o Brasil é o país do mundo onde ocorre o maior número de assassinatos destes grupos. Isso deixa evidente o quanto o Estado tem falhado na preservação da vida, na forma com que as forças de segurança atuam e na responsabilização pelas vidas perdidas ao longo de anos”, disse Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, em comunicado.

A entidade também indicou que o Brasil está entre os países com o maior número de assassinatos de defensores de direitos, a maioria morta em conflitos por terras e recursos naturais. O relatório apontou ainda que ao longo de 2017, mais de 175 projetos de lei que ameaçam direitos humanos avançaram em sua tramitação no Congresso, segundo o relatório.

CRIMES CONTRA LGBTs

Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O número representa uma vítima a cada 19 horas. O dado está em levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que registrou o maior número de casos de morte relacionados à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos.

Os dados de 2017 representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando foram registrados 343 casos. Em 2015 foram 319 LGBTs assassinados, contra 320 em 2014 e 314 em 2013. O saldo de crimes violentos contra essa população em 2017 é três vezes maior do que o observado há 10 anos, quando foram identificados 142 casos.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!