Ex-Rebelde, Beni Falcone fala sobre sexualidade: “TV não aceita galã gay”

Em recente entrevista para o jornalista Léo Dias, do site Uol, o cantor Beni Falcone, famoso por dar vida galã Téo na novela Rebelde Brasil, da Record TV, afirmou que ser uma pessoa LGBT+ não agrada muito bem à TV. Segundo o artista de 35 anos, o ato de sair do armário foi um dos mais rebeldes que realizou em sua vida.

“Sair do armário foi algo muito mais profissional, porque na minha vida pessoal eu sempre beijei quem queria. Entendi, muito depois da carreira iniciada, que o ato de ‘sair publicamente do armário’ era meu ato de rebeldia. Eu, enquanto artista, que consigo atrair a atenção para mim, tenho o dever de mostrar que ‘OK’, que cada um é o que é”, ressaltou.

Ainda durante a entrevista, Beni relembrou que o medo na fase de revelar a homossexualidade, principalmente por perder trabalhos: “Profissionalmente eu queria ser aceito, emendar trabalhos, então topei o jogo de ficar calado. Evitava sair para lugares gays. Tive medo porque eu queria ser aceito no mercado. A TV é um meio bastante hétero. Ironicamente é feita por gays, mas não admite galãs que sejam gays. Trabalhei também no Disney Channel, um canal voltado para a família, então tratava esse assunto como proibido”, conta ele à publicação.

Prestes a lançar o seu mais novo projeto, o EP Animal, Beni conta que drags como Gloria Groove, Pabllo Vittar e Rupaul são grandes inspirações. “Não posso dizer que sou drag queen, porque mal sei fazer maquiagem, mas tenho elementos femininos, na minha vida e no palco. No show você pode tudo, pode construir e não tem obrigações de gênero”, diz ele.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!