Vogue México faz histórica com modelo trans na capa em edição de 20º aniversário

Vogue México tá de parabéns SIM!

Comemorando os 20 anos da versão mexicana da consagrada revista de moda, a Vogue México estampou sua edição de dezembro com uma belíssima foto de Estrella Vazquez, uma modelo ‘muxe’.

Em quase 130 anos – a primeira edição da Vogue americana foi lançada em 1892 – uma modelo trans indígena é capa de uma das edições da revista, que é publicada em 22 países atualmente.

Estrella Vazquez é uma modelo de identidade ‘muxe’, considerado o 3º gênero pela cultura Zapoteca, desde tempos imemoriais. Essa cultural é original do sul do país em comunidades como a Juchitan e Oaxaca.

A capa com a modelo ‘muxe’ também será lançada na versão britânica da revista, uma parceria entre ambas as revistas, que contaram com 2 capas na edição de dezembro. É a primeira vez que a Vogue dará espaço para a representatividade dessa cultura que bastante tradicional e conhecida do México, mas pouquíssimo conhecida no Brasil e no mundo.

Com talentos e conteúdos mexicanos e britânicos, esse intercâmbio proporcionará aos leitores uma incrível troca cultural e de ideias capturadas pelas lentes do grande fotógrafo britânico Tim Walker, produzindo assim uma história conjunta para ambas as revistas.

A modelo indígena não conhecia a revista até ser convidada para a sessão de fotos ao lado de outras mulheres ‘muxes’ de Oaxaca, “todo mundo está vendo essa capa, todo mundo está me parabenizando muito. Eu não sei, é difícil expressar essas emoções que estou sentido. Me dá vontade de chorar”, desabafa Estrella.

A representatividade muxe, em uma revista dessa magnitude e relevância, é incrivelmente importante não só para o conhecimento dessa cultura, como também para a redução do preconceito para com as pessoas ‘muxes’. “Eu penso que é um passo enorme. Ainda há discriminação, mas não tanto mais e, sem dúvida, muito menos do que se via antes”, comentou a modelo.

‘Muxe é uma identidade de gênero própria da comunidade cultura Zapoteca, no México. As comunidades que seguem essa cultura são majoritariamente de origem indígena e identificam como ‘muxes’ pessoas que nasceram com o sexo masculino, mas transitam entre a feminilidade e a masculinidade. É um terceiro gênero em que os ‘muxes’ não são nem homens, nem mulheres.

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto