Vítima de homofobia no carnaval de Salvador, jovem gay desabafa: “Isso não pode continuar acontecendo”

O folião Fernando Almondes, usou o seu perfil no Instagram para denunciar um ataque homofóbico que sofre durante o circuito Barro-Ondina, no Carnaval de Salvador. A vítima curtia a pipoca de Claudia Leite no momento das agressões.

Ao site Dois Terços, ele contou que em meio ao empurra-empurra, acabou tombando com um vendedor ambulante que, sem motivo algum, partiu para agressão física. Caído no chão, Fernando chegou a ouvir do ambulante que ele deveria ser morto por ser homossexual: “Sai daqui viado, por isso que eu não gosto de bloco de viado. Viado tem que morrer, que apanhar”.

“Eu sai me arrastando pelo meio das pessoas, eu só queria sumir dali. Por sorte eu tenho plano de saúde, mas quantas pessoas passam pelo o que eu passei e não têm o direito de sobreviver? Não têm o direito de continuar vivendo, quantas?”, questionou a vítima. “Essa violência gratuita, esse ódio sendo disseminado dessa maneira não pode continuar impune. Isso não pode continuar acontecendo. Quantos vão ter que morrer para que a gente tenha o direito a vida?”, completou.

Através da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), o Governo da Bahia soltou uma nota afirmando que “repudia e está prestando apoio ao jovem vítima de LGBTfobia”. “A Coordenação LGBT da SJDHDS já manteve contato com o jovem e está em articulação com a Superintendência de Prevenção à Violência, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), para apurar e investigar o autor da violência”, disse.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!