Médico gay que tratava pacientes com coronavírus morre nos braços do marido

Os americanos registram quase 6 mil mortos por conta do novo coronavírus (COVID-19). Entre as vítimas, está o Dr. Frank Gabrin, médico estadunidense que tratava pacientes no Hospital de Nova Jersey e morreu nos braços de seu marido apenas uma semana depois de apresentar sintomas do coronavírus.

O médico, que tinha 60 anos, trabalhava em dois hospitais e estava na linha de frente da luta há duas semanas. Gabrin estava reutilizando equipamentos de proteção individual ao atender pacientes devido à escassez. “Ele perdeu a vida desnecessariamente porque se ele tivesse o equipamento – ele é um profissional, ele sabia como se proteger”, contou Debra Vaselech Lyons, amiga de Gabrin, para CNN.

“Meu marido era alguém que só queria ajudar as pessoas”, disse Arnold Vargas ao programa de Chris Cuomo. Gabrin morreu repentinamente depois de acordar com dores no peito e incapaz de respirar. “Frank tossiu bastante e há dois dias estava muito doente”, disse Vargas. Segundo Vargas, na terça-feira, Gabrin acordou dizendo que não conseguia respirar.

“Ele não esperava que isso acontecesse. Ele realmente não esperava. Ele estava trabalhando duro, conversávamos todos os dias. Eu dizia ‘como está indo?’ Então respondia: ‘Ocupado, mas administrável’. E passou de gerenciável a incontrolável da noite para o dia”, conta Vargas.

Duas vezes sobrevivente de câncer, Gabrin dizia ao seu marido: “Eu posso lidar com isso. Eu sobrevivi ao câncer e isso é apenas o coronavírus”. Depois de segurar o marido nos braços enquanto ele morria, Vargas agora está apresentando sintomas do coronavírus.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!