Técnico de basquete se assume gay por medo da Covid-19: “eu me recuso a morrer com essa mentira”

Um grande alívio em forma de confissão!

Com medo de morrer por causa da pandemia do novo coronavírus, o técnico de basquete Matt Lynch se assumiu gay publicamente após 10 anos vivendo sem poder ser quem realmente é.

Ao longo dos anos Matt contou para pouquíssimas pessoas mais próximas do seu círculo pessoal e profissional sobre a sua sexualidade. No entanto, ele ainda não havia divulgado publicamente e decidiu dizer ao mundo que ele é gay em meio à quarentena. O técnico ‘saiu do armário’ em um artigo que escreveu sobre si mesmo para o site de esportes ‘Outsports’.

Após 10 anos de um período de grande incerteza, finalmente, Lynch conseguiu se assumir gay publicamente. Ele entendeu que não poderia mais se esconder e que agora, então, ele pode ser um exemplo para outros treinadores LGBTs.

“Este é um momento assustador para todos, e o desconhecido é sempre difícil de lidar. Mas tomei a decisão de usar esse tempo para me tornar completamente aberto e honesto comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor. Eu sou gay”, declarou o técnico.

Dez anos atrás, Matt jamais diria isto em voz alta, simplesmente por ter medo de como as pessoas do seu convívio iriam reagir. Ele pensava que nunca seria capaz de se assumir publicamente, sempre pensou que “morreria com esta mentira”.

“Foi assim que me fechei tanto na minha vida, para manter em segredo, para nunca deixar ninguém souber sobre esse lado da minha vida, para esconder e enterrar todos esses sentimentos”, desabafou Lynch.

O técnico, de 29 anos, teve que enfrentar um grande esforço pra esconder seus sentimentos ao longo da sua carreira. Porém, com medo de morrer pela Covid-19, aproveitou seu tempo em quarentena para se abrir e ser 100% honesto com ele mesmo e com o resto do mundo.

“Eu não acreditava que eu realmente pudesse ser gay. Eu não namorei, não falei sobre isso, e cheguei ao ponto que eu quase comecei a acreditar que poderia anular completamente esse lado da minha vida ”, escreveu ele.

Com o passar do tempo, Matt começou a desenvolver uma síndrome chamada de “auto-homofobia” e passou a ver pessoas LGBTs como “erradas”. Enquanto duravam as temporadas dos campeonatos de basquete, o técnico conseguia suprimir seus sentimentos, porque ele se mantinha ocupado demais para se deixar pensar em seus próprios sentimentos, porém, o fim da temporada sempre vinha acompanhado de uma depressão. “Eu não tinha o basquete para me esconder e fiquei sozinho com meus pensamentos. Eu estava preso em minha própria cabeça, que era um lugar muito perigoso para se ‘estar’”, contou o técnico.

Um dos pontos altos de seu artigo é onde Matt fala sobre seu trabalho: “eu queria tentar encontrar uma maneira de usar um tempo negativo para algo positivo. Não sei se poderei conseguir outro emprego no basquete universitário como treinador abertamente gay, mas me recuso a aceitar qualquer emprego no qual eu não possa ser eu mesmo”. Ele concluiu: “eu me recuso a morrer com essa mentira.”

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto