Sobrinha de Donald Trump revela em biografia que desistiu de sair do armário por conta de família abusiva

Foto: Reprodução/Internet

Mary Trump, sobrinha de Donald Trump, abriu o jogo sobre a relação abusiva de sua família em sua biografia, lançada dia 14/07. Na obra, ela revela ter desistido de sair do armário por conta dessa pressão.

Na publicação, intitulada “Too Much and Never Enough: How My Family Created The World’s Most Dangerous Man” (Muito E Ainda Não Suficiente: Como Minha Família Criou O Homem Mais Perigoso Do Mundo), Mary detalha a história de sua família, contando sobre o abuso emocional, insultos depreciativos e homofóbicos que seus familiares usavam, problemas com drogas e obsessão pelo sucesso que transformou Donald Trump na figura que o mundo conhece hoje.

Em 1999, Mary tinha planejado se casar com sua namorada e aproveitar o momento para contar para toda família sobre sua sexualidade, porém uma frase vinda de sua avó no leito de morte do seu avô a fez repensar em sua saída do armário: “É uma desgraça que eles deixem aquela ‘bichinha’ do Elton John cantar no funeral”, disse a avó de Mary à família sobre no velório da princesa Diana.

“Eu percebi que era melhor que ela não soubesse que eu estava morando com … uma mulher”, Mary escreve em suas memórias. Ao invés de contar à família, Mary optou por ficar “no armário”. Ela se casou com a namorada e ambas criaram uma filha. A união, porém, terminou em divórcio.

Em entrevista ao The Washington Post, Mary revela mais como sua família usava insultos depreciativos regularmente. “Quando era criança, era normal ouvi-los usarem termos racistas ou expressões anti-semitas”, disse ela. “A homofobia nunca foi um problema, porque ninguém nunca havia falado sobre gays, até que minha avó chamou Elton John de ‘bichinha'”, completa.

 

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