UNAIDS alerta: pandemia do novo coronavírus aumenta vulnerabilidade entre pessoas LGBTQ+

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A abertura da Conferência Internacional AIDS 2020, que esse ano aconteceu virtualmente, divulgou conclusões de uma pesquisa online que demonstrou um aumento da vulnerabilidade socioeconômica das pessoas LGBTQ+ devido à pandemia do novo coronavírus.

Feita pela UNAIDS em parceria com pesquisadores da Universidade de Johns Hopkins, a pesquisa entrevistou mais de 20 mil pessoas LGBTQ+ de 138 países entre Abril e Maio e descobriu que 74% estavam total ou parcialmente em isolamento social, acarretando diversas consequências econômicas para grande parte dos entrevistados.

Cerca de 13% dos participantes já perderam seus empregos após a pandemia e 21% espera ficar desempregado muito em breve. Quase metade dos participantes da pesquisa têm enfrentado dificuldades financeiras, deixando-os incapaz de suprir suas necessidades básicas, como alimentação, tendo que pular refeições ou reduzindo a quantidade de comida.

Já 21% dos participantes que vivem com HIV relataram ter tido acesso interrompido ou restrito a recargas de terapia anti-retroviral e 42% deles disseram que tinham menos de um mês de suprimento disponível. Também foi relatado preocupante diminuição no acesso ao PREP e ao teste de HIV. O estudo ainda destacou que as minorias raciais e étnicas têm consistentemente menor acesso aos serviços prevenção e suporte ao HIV.

Erik Lamontagne, economista sênior do UNAIDS e um dos membros do grupo, relatou que a crise levou 1% dos entrevistados a começar a se envolver em trabalho sexual e que dois por cento tiveram que continuar a se prostituir durante a pandemia, com risco de exposição ao coronavírus.

“O que nos preocupa é que fatores socioeconômicos, como acesso limitado a serviços de saúde, menor renda, desemprego e insegurança alimentar, combinados com maiores taxas de ansiedade e depressão, podem colocar alguns em maior risco de contrair o HIV e afetam a adesão ao tratamento entre pessoas vivendo com HIV”, conclui Lamontagne.

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