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Bolsonaro critica questão do Enem sobre “pajubá”, dialeto bastante utilizado por LGBTs

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Em entrevista ao vivo nesta segunda-feira (05/11) ao apresentador José Luiz Datena no Brasil Urgente, da Band, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) criticou uma questão da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que tratava do “pajubá”, dialeto bastante utilizado por gays e travestis.

“Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse Bolsonaro.

Ainda na entrevista, o presidente eleito negou que pretenda acabar com o exame, mas disse que seu governo não vai “ficar divagando sobre questões menores”. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim”, afirmou.

A questão à qual Bolsonaro se refere é a de número 37 do caderno de Linguagens. Nela, o teste mostrou um texto sobre “pajubá”, origem no iorubá, língua africana. O enunciado dizia “Aquenda o Pajubá’: conheça o ‘dialeto secreto’ utilizado por gays e travestis”. A partir desta exemplificação, os candidatos então tiveram que responder o que caracterizava um dialeto. “Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”, foi um dos textos utilizados como exemplo.