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Portugal está virando refúgio para LGBTs brasileiros, afirma jornal

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Upset problem child sitting on staircase

No Brasil, entre 2011 e 2018, a cada 16 horas um LGBT morre vítima de homofobia. O diário espanhol El Mundo destaca que durante esses anos morreram mais de 4 mil pessoas e que Portugal virou refúgio para a comunidade LGBT brasileira, principalmente após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

O dia depois da eleição Presidente brasileiro foi o dia que marcou a fuga de Ariadna Seixas do país. A chamaram de pervertida na rua e diziam que iam matá-la enquanto clamavam “Bolsonaro!”, revelou a mulher transexual ao El Mundo. Ela deixou um café que possuía em Florianópolis, após o local ter sido assaltado. “Foi óbvio que o ataque estava ligado à eleição. Bolsonaro disse que as pessoas LGBT representam um perigo para o Brasil por anos e a vitória deu legitimidade ao ódio sem complexos”, disse ela.

Com o aumento da violência contra a comunidade LGBT no Brasil, foi fundado um grupo de apoio à brasileiros no país. Intitulado Portugay Tropical, o grupo busca auxiliar LGBTs que queiram sair do Brasil. O intuito é fornecer informações aos LGBT’s que buscam se mudar do Brasil para Portugal.

O El Mundo, considera Portugal um refúgio, porém não é o ideal. Mesmo com os laços históricos dos dois países, há inúmeras dificuldades na obtenção do visto. E ainda existe uma política interna portuguesa, na qual tem como objetivo dificultar a entrada de novos imigrantes.