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Médica desmente fake news sobre sexo anal após falas polêmicas da pastora Sarah Sheeva

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Sucesso nas redes sociais, a médica proctologista Clara Assaf usou seu alcance para desmentir um boato sobre o sexo anal, que circulou recentemente após declaração da pastora Sarah Sheeva, ex-integrante do grupo pop SNZ e filha da cantora Baby do Brasil. Segundo a fake news, essa prática sexual causaria endocardite, uma inflamação que afeta as membranas e válvulas do coração. Clara Assaf, em um vídeo divulgado em seu perfil no X (antigo Twitter), classificou a informação como uma “história completamente inventada”, criada para reforçar discursos moralistas com supostos argumentos científicos.

“Não é a primeira vez que alguém usa essa informação pseudocientífica para desqualificar o sexo anal”, afirmou a médica. Em seu vídeo, Clara explicou que a alegação de que o sexo anal poderia causar endocardite não tem nenhum respaldo científico, desafiando quem espalha esse tipo de desinformação. “Essa é uma história completamente inventada justamente para trazer autoridade científica a um discurso moralista”, explicou Clara, reforçando que a sexualidade anal faz parte da vida de muitas pessoas e que não há nada de errado em praticá-la, desde que sejam seguidos cuidados básicos de higiene.

Ela criticou a atitude de associar práticas sexuais a doenças sem fundamento médico, destacando que o ânus é uma zona erógena para muitas pessoas e faz parte da sexualidade de um número significativo de indivíduos. “Não tem nem o que questionar! Isso é um fato quer você goste, quer não”, ressaltou ela.”Se cada um cuidar do seu próprio buraco, não sobra tempo para cuidar do buraco de ninguém”, completou, reforçando a importância de respeitar as escolhas íntimas de cada pessoa.

Em uma recente entrevista, Sarah afirmou, além da fake news desmentida pela médica, que o sexo anal é pecado e criticou homens que optam por essa prática, chamando-a de “coisa feia”, associada a uma prática “antinatural”. A pastora também sugeriu que a prática estaria ligada a uma influência espiritual negativa, afirmando que já havia realizado orações de “libertação” para homens que abandonaram o sexo anal.