Polícia apreende segundo adolescente envolvido na morte do estudante Fernando Vilaça em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas apreendeu o segundo adolescente suspeito de envolvimento no brutal espancamento que resultou na morte de Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste de Manaus. O crime, ocorrido no dia 3 de julho, teve como motivação injúrias homofóbicas, segundo as investigações. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois no hospital, sem resistir aos ferimentos. A nova apreensão foi confirmada nesta terça-feira (15/07) pelo advogado da família, Alexandre Torres Jr, e pela própria Polícia Civil.
O primeiro suspeito, primo do segundo adolescente detido, foi apreendido na semana passada, após se apresentar espontaneamente à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), acompanhado de um advogado. Em depoimento, o jovem de 16 anos confessou ter empurrado Fernando durante uma luta corporal, enquanto seu primo teria desferido um violento chute na cabeça da vítima. Ambos residiam próximos de Fernando e já apresentavam histórico de comportamento agressivo. O mais velho, inclusive, havia sido expulso da escola por má conduta.
As investigações começaram no dia 7 de julho, quando familiares da vítima foram ouvidos pela polícia. Equipes foram até a casa dos adolescentes suspeitos, mas não os encontraram. Diante disso, a Vara da Infância e Juventude Infracional decretou a internação provisória de ambos. “Nos deslocamos até o local, mas, ao chegarmos lá, não os encontramos. Mesmo assim, conseguimos qualificá-los”, explicou o delegado Luiz Rocha, titular da Deaai.
O primeiro adolescente apreendido responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado por motivo fútil e injúria homofóbica. Ele foi encaminhado para a Unidade de Internação Provisória (UIP), onde permanecerá à disposição da Justiça. A expectativa agora é que o segundo suspeito também responda pelos mesmos atos, diante da gravidade do crime e da motivação homofóbica que levou ao assassinato de mais um jovem LGBTQIAPN+ no Brasil.