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Estrela de “Drag Race” leva medalha de prata em torneio mundial de nado artístico

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Gia Metric, ex-participante do Canada’s Drag Race, provou que talento e versatilidade não têm fronteiras. Longe das passarelas e dos holofotes do reality, a artista — cujo nome fora do drag é Giorgio Triberio — conquistou nada menos que o vice-campeonato no torneio de nado artístico do Campeonato Mundial Masters de Esportes Aquáticos, realizado esta semana em Cingapura. A façanha é ainda mais impressionante considerando que Triberio começou a treinar na modalidade apenas no ano passado, descrevendo a conquista como uma “sensação incrível”.

Depois de garantir ouro em sua primeira competição no Canadá, em abril, o atleta de 33 anos se classificou para a prova solo masculina livre no World Masters. Para chegar até lá, recorreu a uma campanha no GoFundMe, cobrindo os custos da viagem. Em entrevista ao Outsports, Triberio admitiu que chegou a se sentir nervoso, temendo que aquela pudesse ser sua única oportunidade no cenário esportivo internacional. “No dia da competição, comecei a me emocionar porque estava muito orgulhoso de mim mesmo por fazer algo que me faz sentir tão vivo”, declarou.

O momento da vitória veio com um misto de surpresa e empolgação. Ao perceber que havia garantido a medalha de prata, Gia Metric confessou: “Puta merda”, seguido de: “Vou ter que continuar nadando! Devo ser bom nisso!”. Identificando-se como uma pessoa de gênero fluido e usando pronomes masculinos fora do drag, o nadador destacou que a experiência o fez “sentir mais confiança em sua masculinidade”, sem abrir mão do seu lado naturalmente “extravagante”.

Ao ser questionado se conhecia outros artistas drag competindo em alto nível, Triberio foi direto: “Não me lembro de nenhum”. Para ele, barreiras e estereótipos não têm lugar no esporte. “É como se você quisesse aprender um idioma. Se você quer aprender um esporte, não há limites para quando e como você pode fazer isso”, afirmou. Com medalha no peito e muito ourgulho, Gia mostra que o mergulho para fora da zona de conforto pode render títulos — e inspirar uma nova geração de atletas LGBTQ+.