Moisés Alencastro, voz LGBTQ+ no Acre, é encontrado morto e polícia apura circunstâncias

O ativista cultural, colunista e servidor do Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), Moisés Ferreira Alencastro, de 59 anos, foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro Morada do Sol, em Rio Branco, nesta segunda-feira (22). Figura assumidamente LGBTQ+ e bastante conhecida no estado, Moisés era reconhecido não apenas pela atuação no serviço público, mas também pela presença marcante na cena cultural e no colunismo social acreano. O corpo apresentava ferimentos causados por arma branca.

A falta de contato desde o domingo (21) gerou apreensão entre amigos e colegas, que tentaram localizá-lo ao longo do dia. Um sinal de localização do celular, compartilhado em nuvem com uma amiga, indicou o bairro Eldorado, levantando suspeitas. Diante da situação, o MP-AC autorizou o arrombamento da porta do apartamento, onde Moisés foi encontrado já sem vida, deitado na cama. O Samu foi acionado e confirmou o óbito, enquanto a Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia.

Durante as diligências, a Polícia Militar também localizou o carro do colunista na Estrada do Quixadá, zona rural de Rio Branco, com os pneus furados e o porta-malas aberto. Até o momento, não há informações sobre pessoas presas. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML), e a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que aguarda o resultado do exame cadavérico para avançar nas apurações.

A morte de Moisés provocou forte comoção e uma série de homenagens nas redes sociais, especialmente entre integrantes da comunidade LGBTQ+ e do meio cultural. Em nota, o MP-AC lamentou a perda e destacou a trajetória de dedicação do servidor, que atuava há mais de 19 anos na instituição e integrava o Centro de Atendimento à Vítima (CAV). O governador Gladson Camelí e outras autoridades também se manifestaram, ressaltando o legado deixado por Moisés na cultura, no colunismo social e no serviço público, além da importância de sua atuação enquanto voz visível e respeitada da diversidade no Acre.

Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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