Mulher trans devolve constrangimento após sofrer transfobia em farmácia de SC: “Gorda hipopótama”
A denúncia feita por Eduarda Lacerda, uma mulher trans de Blumenau (SC), ganhou visibilidade nas redes sociais ao expor mais um episódio de transfobia em um espaço que deveria oferecer atendimento respeitoso e humanizado. Em um vídeo publicado no TikTok em 21 de novembro — e que rapidamente acumulou milhões de visualizações —, Eduarda relata ter sido tratada pelo pronome masculino por uma funcionária de uma farmácia da cidade.
Segundo Eduarda, a funcionária insistiu em utilizar o pronome errado mesmo após ser corrigida três vezes. Diante da situação, ela decidiu confrontar a atendente, registrando o momento em vídeo. “Se você puder da próxima vez respeitar uma pessoa trans, seria muito legal da sua parte. Você trabalha na área da saúde, entendeu?”, diz Eduarda, em tom firme. Do outro lado, a funcionária tenta justificar sua postura, mas as explicações apenas evidenciam o despreparo e o desrespeito envolvidos no atendimento.
Sem aceitar a transfobia naturalizada, Eduarda devolve o constrangimento, ressaltando o impacto da violência simbólica que sofreu: “Eu vejo você também como uma gorda hipopótama e não estou tratando você como um animal. Animal, entendeu? Não é legal, né?” O vídeo segue circulando pela internet justamente pela forma direta com que ela reage ao ataque, mostrando que, muitas vezes, denunciar é a única forma de se proteger. No fim das contas, se a funcionária tentou reduzir sua identidade, Eduarda devolveu na mesma intensidade — porque respeito não é favor, é obrigação.

