Diplo explica por que só gosta de ir a festas gays: “Eles conseguem ser muito mais livres e ousados”

O DJ e produtor Diplo, vencedor do Grammy e conhecido por transitar entre diferentes cenas e sonoridades, voltou a reconhecer publicamente a centralidade da cultura LGBTQIA+ em sua trajetória musical. Em entrevista ao podcast The Set List, apresentado por Carter Gregory, o artista — que se declara “não gay” — falou sobre como espaços, artistas e movimentos liderados por pessoas LGBTs moldaram sua formação criativa e seguem influenciando o que ele produz hoje.

Ao comentar sua relação com a noite, Diplo destacou a energia singular dos ambientes LGBTQIA+. “Os bares gays são os únicos eventos que eu realmente gosto de frequentar em Los Angeles, porque os gays não ligam para nada e estão, tipo, se divertindo de verdade. Los Angeles é uma cidade bem sem graça em termos de energia…”, afirmou. Para ele, essa liberdade se traduz em experiências mais intensas, onde a música ocupa um papel central e menos engessado por expectativas sociais.

O produtor também fez um resgate histórico ao apontar a influência direta de homens gays — especialmente negros — na criação e consolidação de gêneros que hoje dominam pistas ao redor do mundo. “Todos os gêneros musicais com os quais eu trabalho provavelmente foram descobertos e criados por homens gays, sabe? Tipo, música eletrônica, hip-hop mais discreto… Estou falando de muito do início dos anos 70, muitos DJs de hip-hop eram discretos.”

Na visão de Diplo, essa contribuição está diretamente ligada à ousadia e à disposição para experimentar. “Porque muitos homens gays conseguem ser muito mais livres e ousados quando se trata de música. Sempre foi assim, acho que é a liberdade de experimentar, sabe?” Para o artista, essa vanguarda criativa acaba sendo seguida por outros públicos. “Acho que muitos homens gays conseguem ir muito além dos limites em comparação com os homens heterossexuais, e estes meio que os seguem ou misturam as coisas, e agora você sabe que tudo é uma mistura, mas acho que quando se trata de festas, os gays estão sempre na vanguarda do que está acontecendo”, concluiu.

Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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