Homem tenta matar duas mulheres por acreditar que elas eram lésbicas e pega 20 anos de prisão
Um homem do estado do Colorado (EUA) foi condenado a 20 anos de prisão após um ataque brutal motivado por ódio contra duas mulheres que ele acreditava serem lésbicas. Vitalie Oprea, de 47 anos, se declarou culpado por tentativa de homicídio em primeiro grau com premeditação, além de um agravante por crime violento. A sentença foi confirmada pelo sistema judiciário local e surge em um momento alarmante, em que mais de 360 projetos de lei anti-LGBTQ+ já foram apresentados nos Estados Unidos apenas em 2026.
O crime aconteceu em 19 de fevereiro de 2023, quando Oprea pegou o carro dos pais sem autorização e circulava por uma rua da região. Ao avistar duas mulheres caminhando, ele passou a gritar e fazer gestos obscenos, segundo relatos de testemunhas. Em seguida, realizou um retorno ilegal na contramão e avançou com o veículo em direção a elas. O episódio se insere em um contexto mais amplo de crescimento da violência anti-LGBTQ+ no país, tornando inclusive o Mês do Orgulho de 2025 um dos períodos mais perigosos já registrados para essa população.
As vítimas conseguiram correr para uma área gramada próxima, mas o agressor subiu com o carro na calçada para persegui-las. Desesperadas, elas entraram em uma caminhonete estacionada, que acabou sendo atingida pelo veículo de Oprea. Não satisfeito, ele saiu do carro, chutou a porta do lado do passageiro até conseguir abri-la e tentou puxar uma das mulheres para fora. Após a tentativa frustrada, Oprea fugiu do local, sendo preso ainda no mesmo dia pelas autoridades.
De acordo com o 18º Distrito Judicial: “Ambas as vítimas disseram aos investigadores que temiam por suas vidas e acreditavam que Oprea, a quem não conheciam, estava tentando atropelá-las e matá-las. Testemunhas também afirmaram acreditar que Oprea estava tentando atingir as mulheres com seu veículo.” Já detido, o agressor confessou ao policial responsável pela prisão: “Eu atropelhei as mulheres porque as vi se beijando, elas eram lésbicas e eu queria matá-las.” A promotora distrital adjunta Lauren Agee reforçou a gravidade do caso ao afirmar: “Essas mulheres não fizeram nada para provocar essa violência. Elas foram alvo de ataques, perseguidas e ficaram com medo de perder a vida. Nosso escritório leva a violência motivada por ódio extremamente a sério, e ataques baseados em ódio serão punidos com consequências severas.”

