Nicki Minaj vira alvo de pedidos de deportação após se alinhar ao conservadorismo nos EUA

Nicki Minaj se tornou alvo de uma onda de críticas e pedidos de deportação nos Estados Unidos após se aproximar publicamente de pautas do conservadorismo americano e elogiar figuras centrais da direita, como Donald Trump. Petições criadas no Change.org já somam mais de 120 mil assinaturas pedindo que a rapper seja enviada de volta a Trinidad e Tobago, país onde nasceu. A mobilização ganhou fôlego depois de aparições recentes da artista ao lado de nomes ligados ao conservadorismo.

A petição mais popular, lançada em julho de 2025, reúne cerca de 83 mil apoios e voltou a circular com força nas últimas semanas. Outra iniciativa, criada no fim de dezembro, ultrapassou 48 mil assinaturas ao afirmar que o comportamento recente de Nicki teria provocado frustração entre fãs históricos. O texto defende que suas falas e alianças políticas soam como uma traição para parte do público que a acompanhou ao longo da carreira, especialmente considerando o papel que a cantora já ocupou em debates sobre diversidade e inclusão.

O estopim da polêmica foi a participação de Nicki Minaj no AmericaFest, principal evento anual do Turning Point USA, realizado em dezembro. No palco, a rapper apareceu de mãos dadas com Erika Kirk, viúva do ativista conservador Charlie Kirk, e agradeceu o convite enquanto “Super Bass” tocava ao fundo. Durante o evento, Minaj também elogiou Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance, afirmando admirar ambos, o que ampliou a repercussão negativa.

Apesar da pressão online, especialistas e entidades como a ACLU reforçam que a legislação americana não prevê deportação por posicionamento político, já que a liberdade de expressão é protegida pela Primeira Emenda. Ainda assim, a controvérsia evidencia uma guinada no discurso da artista. No passado, Nicki criticou políticas anti-imigração, condenou a separação de famílias na fronteira e se colocou como aliada de pautas caras à comunidade LGBTQIA+ e a debates raciais.

O contraste entre esse histórico e o atual alinhamento conservador tem provocado boicotes, críticas de fãs e reações de outros artistas, marcando um dos momentos mais delicados de sua trajetória pública.

Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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