Pré-Olimpíadas: atletas do salto de esqui estariam injetando ácido hialurônico no pênis para obter vantagem

Nem só de técnica, coragem e precisão vivem os bastidores do salto de esqui. Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem nas próximas semanas na Itália, um rumor inusitado começou a circular entre atletas e dirigentes da modalidade, trazendo à tona suspeitas de manipulação corporal em busca de vantagem competitiva. O assunto ganhou força após uma investigação publicada pelo jornal alemão Bild, que detalha estratégias pouco convencionais adotadas por alguns competidores.

A controvérsia gira em torno do processo de padronização dos macacões utilizados nas provas. No início de cada temporada, os atletas passam por um escaneamento corporal em 3D, responsável por definir as medidas exatas do traje. Um dos parâmetros considerados é o ponto mais baixo da região genital, usado como referência técnica no molde. Qualquer alteração nessa marca pode impactar diretamente a área de superfície do macacão — fator determinante para a sustentação e estabilidade durante o voo.

Segundo o Bild, haveria atletas recorrendo à aplicação de ácido hialurônico no pênis antes do escaneamento, com o objetivo de ampliar visualmente o volume da região e, assim, obter alguns centímetros extras no traje. O médico Kamran Karim, consultor do Hospital Maria-Hilf, em Krefeld, alertou que o procedimento não promove alongamento real, apenas um espessamento temporário, além de não possuir indicação médica e apresentar riscos à saúde. “É possível obter um espessamento visual temporário do pênis injetando parafina ou ácido hialurônico. No entanto, o alongamento não é possível com esse método. Tal injeção não tem indicação médica e está associada a riscos”, disse ele à publicação

Embora o caso tenha causado surpresa, relatos indicam que tentativas de interferir nas medições não são novidade no esporte. Em episódios anteriores, atletas teriam utilizado métodos improvisados, como espuma ou silicone dentro de preservativos, durante medições manuais.

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Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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