Sydney Sweeney é perseguida por teóricos da conspiração que a acusam de ser trans
A atriz Sydney Sweeney, conhecida mundialmente por seu trabalho em Euphoria, tornou-se o mais novo alvo de uma onda de assédio online promovida por teóricos da conspiração que insistem em afirmar, sem qualquer base, que ela seria secretamente uma mulher trans.
Esses grupos, que se autodenominam “investigadores transgêneros”, sustentam suas acusações a partir de uma leitura distorcida e pseudocientífica de traços físicos considerados por eles como “masculinos”. A prática, além de absurda, reforça estereótipos de gênero e alimenta uma cultura de vigilância sobre corpos femininos. Outras figuras públicas já foram vítimas desse mesmo tipo de perseguição, como Michelle Obama, Sarah Michelle Gellar, Brigitte Macron e, no Brasil, Bruna Marquezine.
No caso de Sweeney, a teoria conspiratória ganhou força após uma postagem feita no X/Twitter no último domingo (11), em que um usuário afirmava, de forma delirante, que a atriz seria “na verdade um homem”. A justificativa apresentada se baseava em duas fotos da artista usando um blazer preto, acompanhadas da pergunta: “Por que o pescoço de Sydney Sweeney é tão mais largo que a cabeça dela?”. A publicação rapidamente viralizou, não pela credibilidade, mas pelo nível de nonsense.
Apesar de a maioria das respostas ter tratado o comentário com deboche e indignação, chamando o autor de “genuinamente louco”, o estrago já estava feito. Como costuma acontecer nesse tipo de dinâmica digital, outras pessoas passaram a replicar a mentira, criando novas especulações igualmente absurdas sobre a estrutura facial da atriz. O episódio evidencia como a transfobia, mesmo quando travestida de teoria conspiratória, continua sendo usada como ferramenta de ataque, humilhação e desumanização — afetando tanto pessoas trans quanto mulheres cis.

