Turista português gera polêmica ao comentar sobre homens brasileiros durante férias: “Muito veado no Brasil”
Curtindo férias pelo Brasil, o português Fábio Nobre, de 37 anos, decidiu usar as redes sociais para relatar suas impressões sobre a experiência no país. O conteúdo, inicialmente marcado por elogios à hospitalidade e ao acolhimento dos brasileiros, acabou ganhando grande repercussão após incluir comentários controversos sobre a sexualidade de homens no Brasil. Durante a viagem, Fábio passou por destinos emblemáticos como Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, destacando a diversidade cultural, as paisagens e o clima caloroso que encontrou pelo caminho.
Segundo o turista, a recepção foi tão positiva que ele chegou a definir sua experiência como um verdadeiro “tratamento VIP”. Em seus relatos, exaltou a forma afetuosa como foi tratado em diferentes cidades e afirmou que se sentiu bem-vindo em todos os lugares por onde passou, reforçando inclusive o desejo de retornar ao país em breve. Para ele, o Brasil deixa uma impressão marcante não apenas pela beleza natural, mas pela maneira como as pessoas se relacionam com visitantes estrangeiros.
No entanto, foi um trecho específico de seu depoimento que despertou maior atenção e críticas nas redes. Ao comentar sobre o cotidiano, especialmente no Rio de Janeiro, Fábio demonstrou surpresa com o que descreveu como uma grande presença de homens gays, associando essa percepção à ideia de que o país teria “as mulheres mais lindas do mundo”. “meu Deus, como é que há tanto veado no Brasil?”, questiona ele. “São as mulheres mais lindas do mundo. O que é que se passa na cabeça daqueles homens, tanto veado? Sobretudo em Copacabana. Nós ficámos em Copacabana, tanto, tanto veado”.
O relato seguiu com uma situação vivida por ele e amigos durante saídas noturnas. “E depois nós éramos quatro amigos. Saímos à noite para a balada, para o rolê, bem vestidos. E toda a mulherada pensava que éramos boiolas, que éramos veados, porque um homem bonito, bem vestido, em grupo, é veado”, continuou. “Por amor de Deus, tínhamos que provar que não éramos veados. Meu Deus, eu não tenho palavras”. Ao encerrar, tentou equilibrar a crítica com um elogio mais amplo ao país: “O Brasil, à primeira vista, parece mais pobre por fora, mas é bem mais rico por dentro. E aqui era só para deixar este abafo”.
A fala de Fábio revela não apenas desconhecimento sobre a diversidade sexual brasileira, mas também reforça estereótipos ofensivos ao sugerir que masculinidade, beleza e orientação sexual deveriam seguir um padrão imposto por preconceitos ultrapassados.

