Uma aventura LGBTQIAPN+ que mistura ficção científica, romance e humor afiado está prestes a desembarcar nos cinemas brasileiros. A animação australiana “A Sapatona Galáctica” (Lesbian Space Princess) estreia na próxima semana e chega cercada de expectativa após uma bem-sucedida passagem por festivais internacionais. Co-dirigido e co-escrito pela artista queer Emma Hough Hobbs e pela cineasta Leela Varghese, o longa entrou em cartaz no dia 12 de fevereiro, com exibições exclusivas em salas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A trama acompanha Saira, uma princesa espacial lésbica e introspectiva que se vê obrigada a sair da própria bolha emocional para embarcar em uma missão nada convencional: resgatar sua ex-namorada, Kiki, uma caçadora de recompensas por quem ainda nutre sentimentos mal resolvidos. Para atravessar a “gayláxia”, ela conta com a ajuda de uma popstar não-binária, com quem divide uma nave espacial problemática e uma jornada que mistura perigos interplanetários, encontros inusitados e descobertas pessoais.
Antes de chegar ao circuito comercial, o filme construiu um percurso sólido por importantes festivais de cinema, como o Festival de Berlim, o Festival de Sydney e o Festival do Rio. Foi justamente no evento carioca, em novembro de 2025, que a produção levou o Prêmio Félix de Melhor Filme Internacional, reconhecimento dedicado a obras de temática LGBTQIAPN+. Outro marco veio no Festival MixBrasil, onde conquistou o Prêmio do Público de Melhor Filme Internacional, consolidando sua recepção calorosa junto à comunidade e ao público geral.
A assinatura criativa por trás de “A Sapatona Galáctica” também chama atenção. Leela Varghese já havia ganhado destaque com o curta “I’m The Most Racist Person I Know”, exibido na mostra competitiva de curtas de ficção do SXSW Austin 2025, enquanto Emma Hough Hobbs soma experiências como cineasta, animadora e designer de produção, com passagem pelo SXSW Sydney 2023 com “On Film”. Com uma proposta que brinca com estereótipos, ironiza figuras de poder e aposta em personagens queer no centro da narrativa, a animação chega aos cinemas prometendo uma viagem intergaláctica tão divertida quanto politicamente afiada.










