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Ativistas desafiam governo de Donald Trump e recolocam bandeira LGBTQIA+ no Monumento de Stonewall

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Foto: Reprodução/The New York Times

Três dias após a retirada silenciosa de uma bandeira do orgulho LGBTQIA+ do Monumento Nacional de Stonewall, em Manhattan, ativistas e lideranças políticas locais transformaram o que parecia mais um gesto burocrático do governo Donald Trump em um ato público de resistência. O local, considerado o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQIA+ nos Estados Unidos, voltou a ser palco de mobilização e disputa simbólica sobre quem tem o direito de ocupar e narrar essa história.

A remoção da bandeira havia sido justificada por uma diretriz emitida em janeiro pelo governo federal, que restringe os tipos de bandeiras permitidas em espaços administrados pelo Serviço Nacional de Parques (NPS). A decisão gerou reação imediata de representantes de Manhattan, que se comprometeram a recolocar o símbolo no Christopher Park. Na quinta-feira (12), o presidente do distrito, Brad Hoylman-Sigal, e o senador estadual Erik Bottcher lideraram a tentativa oficial de reinstalação, acompanhados por uma multidão que se reuniu em frente ao monumento.

O gesto, no entanto, veio com um limite: a nova bandeira só pôde ser hasteada em um mastro improvisado, ao lado do original, o que fez com que ficasse a meio mastro e abaixo da bandeira americana. A solução não agradou parte dos presentes. Em resposta, os ativistas Jay W. Walker e Josh Tjaden decidiram agir por conta própria e recolocaram a bandeira do orgulho no mastro original, garantindo que ela voltasse a tremular em posição de destaque. “O mínimo que poderíamos fazer é colocar nossa bandeira mais acima da bandeira americana neste cordão”, afirmou Walker ao Gay City News, criticando o caráter simbólico da solução improvisada.

Para Angelica Christina, diretora da iniciativa Stonewall Inn Gives Back, o ato foi mais do que uma reposição física de um símbolo: foi um recado político e histórico. “O que o dia de hoje significa é resiliência e resgatar nossa história LGBTQIA+”, disse ao Gay City News, ao comentar a mobilização da comunidade diante do que classificou como uma invasão a um espaço que carrega memória e luta. A bandeira, que havia sido instalada originalmente em 2022, durante o governo Joe Biden, volta a ocupar o monumento como um lembrete de que Stonewall não é apenas um ponto turístico, mas um território de resistência que segue sendo defendido, geração após geração.