Deputado agradece a Deus por ter enviado Trump para proteger as crianças da homossexualidade
Em meio à crescente influência de discursos religiosos na política dos Estados Unidos, uma fala do deputado republicano Brian Babin reacendeu críticas sobre o uso da fé como ferramenta para atacar direitos e existências LGBTQIA+. Durante o Encontro Nacional de Oração e Arrependimento, promovido pelo conservador Conselho de Pesquisa Familiar no Museu da Bíblia, em Washington, D.C., no dia 4 de fevereiro, o parlamentar do Texas agradeceu publicamente pela eleição de Donald Trump e celebrou o que chamou de uma mudança de rumos no país.
“Senhor, nós te suplicamos. Nossas orações foram atendidas, com a eleição de um novo presidente e a definição de um rumo diferente para o nosso país em comparação com os quatro anos anteriores”, declarou. Em seguida, Babin fez afirmações que associam diretamente a diversidade sexual a uma suposta degradação moral. “Apostasia, blasfêmia, levando nossos filhos pelo caminho da homossexualidade e da perversão. Fronteiras abertas. Criminosos à solta em nossas ruas. Senhor, temos uma nova liderança, e agradecemos-te por isso”, afirmou o deputado, que atualmente preside o Comitê de Ciência da Câmara dos Representantes.
Ao encerrar o discurso, o republicano reforçou a retórica de retorno a valores tradicionais ao dizer que “será o povo americano que retornará ao caminho que vocês, nossos Pais Fundadores, traçaram para nós”. As declarações de Babin foram vistas como mais um exemplo de como lideranças conservadoras seguem instrumentalizando a fé para sustentar discursos de ódio e legitimar políticas excludentes. Ao transformar a existência de pessoas LGBTQIA+ em bode expiatório de uma suposta “crise moral”, o deputado reforça uma narrativa que historicamente alimenta perseguições, violência simbólica e ataques a direitos civis.

