A influenciadora Camilly Victoria, filha de Carla Perez e Xanddy, usou as redes sociais nesta quinta-feira (26) para falar abertamente sobre sua sexualidade e o processo de aceitação pessoal. Aos 24 anos, a jovem abriu uma caixinha de perguntas no Instagram e respondeu com franqueza aos seguidores, refletindo sobre os desafios de crescer sob os holofotes e sobre como sua percepção do amor mudou depois que decidiu viver sua sexualidade.
Em um desabafo publicado nos stories, Camilly contou que o caminho até se declarar publicamente quem é foi atravessado por inseguranças e pressões externas. “Quando você ainda é uma criança ou adolescente, ainda está se entendendo, descobrindo o mundo e a si mesma ao mesmo tempo. Eu cresci sob um holofote, com muita gente, duas ou três vezes mais velha do que eu, que eu nem conhecia, tentando me dizer quem eu era e quem eu deveria ser. Não foi com carinho, e não me senti acolhida”, escreveu. Segundo ela, o excesso de opiniões e julgamentos dificultou um processo que já costuma ser delicado por si só.
A jovem também revelou que demorou para conseguir ser honesta sobre a própria identidade. “Demorei um tempo para ser honesta sobre quem eu era. Primeiro comigo mesma e depois com os outros — e esse é um sentimento que não desejo para ninguém. Ninguém deveria sentir que precisa esconder partes de si para ser aceita.” Apesar das dificuldades, Camilly destacou que encontrou em casa o suporte necessário para atravessar essa fase. “Mas, no fim das contas, meus pais estavam lá, de braços abertos — não só me respeitando, mas me amando e deixando muito claro que nada além do meu bem-estar importava. Isso me deu confiança, segurança e força para simplesmente ser quem eu sou.”
Ao responder perguntas dos seguidores, ela também fez questão de esclarecer equívocos comuns sobre identidade de gênero e orientação sexual. Questionada se pretendia “masculinizar” o corpo, Camilly foi direta: “Eu não tenho nenhuma disforia em relação ao meu corpo e me sinto confortável comigo mesma. Ser uma mulher lésbica e estar bem com quem eu sou não tem absolutamente nada a ver com a vivência de uma pessoa trans.”





