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Uma em cada seis crianças que morreram por suicídio era LGBTQIA+, aponta levantamento

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Dados recentes revelados no Reino Unido escancaram uma realidade brutal que atravessa fronteiras: crianças e adolescentes LGBTQIA+ estão morrendo. Um levantamento inédito aponta que uma em cada seis crianças que morreram por suicídio na Inglaterra nos últimos anos fazia parte da comunidade LGBTQIA+, um número que expõe a vulnerabilidade extrema de infâncias dissidentes em contextos marcados por preconceito, abandono institucional e violência simbólica.

No período analisado, foram registrados 647 casos de suicídio infantil, dos quais 107 envolviam crianças e adolescentes LGBTQIA+, sendo 46 pessoas transgênero. As informações foram obtidas pela organização QueerAF por meio de um pedido de acesso à informação ao Banco de Dados Nacional de Mortalidade Infantil da Inglaterra.

Embora os dados sejam específicos do Reino Unido, eles dialogam diretamente com a realidade brasileira. No Brasil, pesquisas e relatos de organizações da sociedade civil apontam que crianças e adolescentes LGBTQIA+ estão entre os grupos mais vulneráveis, expostos a bullying escolar, rejeição familiar, violência psicológica e falta de políticas públicas de acolhimento — fatores diretamente associados ao adoecimento mental.

No Brasil, onde o debate sobre identidade de gênero segue marcado por desinformação e ataques morais, especialistas alertam que o silêncio do Estado e a ausência de dados não significam ausência do problema, mas sim a dificuldade de enfrentá-lo de forma estruturada. Se você ou alguém próximo estiver passando por sofrimento emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia.