O apresentador Ratinho se pronunciou pela primeira vez após ser acusado de transfobia pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar acionou o Ministério Público Federal (MPF) depois de declarações feitas pelo comunicador durante seu programa exibido no SBT. Em conversa com o jornalista Lucas Pasin, do portal Metrópoles, nesta quinta-feira (12), o apresentador negou ter cometido qualquer ofensa e afirmou que apenas expressou sua opinião, reiterando que acredita “em dois gêneros”.
A polêmica começou após Hilton ser eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A escolha da parlamentar trans provocou resistência entre alguns parlamentares do centro e da direita. Na mesma noite da eleição, durante o “Programa do Ratinho”, o apresentador questionou a decisão ao vivo e declarou: “Não achei muito justo, com tanta mulher, por que vai dar [o cargo] para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans (…) Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.
Diante das declarações, Erika Hilton apresentou uma representação ao MPF solicitando a investigação de Ratinho e do SBT. A deputada também pediu a abertura de uma ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.
Nesta quinta-feira (12), ao comentar o caso, em conversa com Lucas Pasin, do Metrópoles, Ratinho afirmou que não teve a intenção de atacar a parlamentar. “Talvez eu até converse com a Erika para que ela entenda o que eu quis dizer. Eu não a ofendi. E até aproveito esse espaço para pedir desculpas se ela considera que eu a ofendi. Mas repito, eu não a ofendi”, disse. Na mesma entrevista, o apresentador voltou a questionar a identidade de gênero da deputada ao afirmar que, em sua visão, ela não seria uma “mulher de verdade” e que, na sua opinião, “só existem dois gêneros”. “O que eu quis dizer é que Erika não é uma mulher mesmo”. Ratinho também afirmou que pretende processar pessoas que o acusaram de transfobia.



