Home Destaque Após pergunta transfóbica, influenciadora transforma ataque em alerta sobre câncer de próstata

Após pergunta transfóbica, influenciadora transforma ataque em alerta sobre câncer de próstata

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A influenciadora trans brasileira Suellen Carey, de 38 anos, transformou um comentário maldoso em uma importante conversa sobre saúde. Após ser questionada nas redes sociais sobre “quando faria o exame de próstata”, em uma tentativa clara de constrangimento, ela decidiu responder publicamente. O que poderia ter sido apenas mais um episódio de transfobia virtual acabou se tornando um alerta necessário sobre um tema ainda pouco debatido entre mulheres trans: a prevenção do câncer de próstata.

Segundo Suellen, a mensagem foi enviada em tom de deboche, mas ela preferiu encarar a situação com informação e leveza. “Eu sou mulher, e óbvio que tenho próstata. Ainda não cheguei na idade, mas quando tiver farei o exame com todo o amor e carinho.”, afirmou. Bem-humorada, ainda completou: “Já estou acostumada (com a posição), isso não será um problema”.

No vídeo publicado em seu perfil, a influenciadora explicou que mulheres trans que mantêm a glândula prostática devem, sim, realizar acompanhamento médico e exames preventivos quando recomendados. Ela reforçou que transformar o assunto em piada é perigoso, já que o câncer de próstata é uma questão séria de saúde pública. “Mulheres trans também podem ter próstata e também precisam cuidar da saúde”, destacou.

Aproveitando o Mês da Mulher, Suellen ampliou a reflexão e cobrou mais inclusão nas campanhas de saúde feminina. Para ela, falar de saúde da mulher exige contemplar todas as mulheres, incluindo as trans. “Se estamos falando de saúde da mulher, precisamos falar da saúde de todas as mulheres. Isso inclui as mulheres trans”, afirmou. Ao expor o comentário ofensivo, a influenciadora deixou claro que prefere transformar ataques em conscientização. “Se a intenção era me atacar, não deu certo. Amo cuidar da minha saúde e bem-estar. Eu prefiro usar esse tipo de situação para alertar do que fingir que não aconteceu”, concluiu.