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Ataque homofóbico deixa jovem paraplégica e leva à prisão de um dos suspeitos em MS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu nesta sexta-feira (27) um jovem de 18 anos suspeito de participação em uma tentativa de feminicídio com motivação homofóbica ocorrida em 1º de agosto de 2025, no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande. De acordo com as investigações, ele seria o responsável por pilotar a motocicleta utilizada no ataque contra uma jovem de 22 anos. O adolescente de 16 anos que estava na garupa é apontado como o autor dos disparos.

Segundo a apuração policial, a vítima já vinha sendo alvo de perseguições e hostilizações constantes no bairro por conta de sua orientação sexual, em um contexto de violência ligado a grupos criminosos que atuam na região. No dia do crime, ela foi atingida por três tiros e socorrida em estado gravíssimo. Após meses internada na Santa Casa, a jovem ficou paraplégica, perdeu os movimentos de um dos braços e teve um dos pés amputado. Mesmo em condição extremamente debilitada, chegou a ser levada novamente à UTI após prestar depoimento, quando reconheceu os envolvidos e reforçou a linha de investigação de crime de ódio.

Durante o interrogatório, o suspeito admitiu que conduzia a motocicleta no momento do ataque, mas tentou se desvincular da autoria ao afirmar que não sabia das intenções do adolescente. Ainda assim, confirmou que o menor tinha conflitos frequentes com a vítima motivados por sua sexualidade. Classificado como “extremamente violento”, ele permanece à disposição da Justiça e deve responder por tentativa de feminicídio qualificado.

O boletim de ocorrência aponta que a jovem foi inicialmente atendida consciente na Unidade Básica de Saúde do bairro Aero Rancho, após relatar ter sido baleada na esquina das ruas Anselmo Selingardi com Maria Del Horno Samper. No local indicado, a Polícia Militar encontrou apenas marcas de disparos em uma parede, sem cápsulas ou vestígios de sangue, e testemunhas disseram ter ouvido os tiros. Sem câmeras de segurança na região, a investigação seguiu com base em depoimentos e reconhecimento da vítima, que permanece internada sob cuidados médicos enquanto o caso continua em apuração.