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Erika Hilton aciona MP e pede R$ 10 milhões de indenização de Ratinho por transfobia

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) decidiu levar à Justiça declarações feitas pelo apresentador Ratinho durante seu programa no SBT. Na última quarta-feira (11), o comunicador criticou ao vivo a escolha da parlamentar para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, utilizando falas consideradas transfóbicas. Diante da repercussão, Hilton protocolou um pedido de investigação no Ministério Público, alegando que as declarações configuram violência e ataque direto à população trans e travesti.

Nas redes sociais, a deputada afirmou que decidiu processar o apresentador após o episódio. “Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa pra dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”, escreveu.

A parlamentar também compartilhou uma reportagem da Folha de S.Paulo que confirma o pedido de uma ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans e travesti. Em outra publicação, Hilton afirmou que as falas do apresentador extrapolam um ataque pessoal. “O discurso de Ratinho foi, sim, para me atacar e atacar pessoas trans. Mas demonstrou a misoginia, o ódio primal que essa figura nojenta tem de toda e qualquer mulher que não siga o roteiro que ele considera certo. E, para ele, mulheres são máquinas de reprodução. Eu quase me surpreendi ao assistir a um raciocínio tão retrógrado”, declarou.

Nesta quinta-feira (12), a deputada também protocolou no Ministério Público de São Paulo um pedido de investigação contra o apresentador, segundo informações da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles. O documento foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do órgão, com solicitação de abertura de inquérito policial e até prisão de Ratinho, que pode pegar até seis anos de prisão caso seja condenado. Em nota, o SBT afirmou repudiar qualquer tipo de discriminação e declarou que as falas do apresentador não representam a posição da emissora. Procurado, Ratinho disse, por meio de sua assessoria, que não se manifesta sobre assuntos de ordem jurídica.