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Marido de Sasha, João Lucas reage a ataques homofóbicos e dispara: “O feminino vira ameaça para homens inseguros”

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O cantor João Lucas, marido de Sasha Meneghel, usou as redes sociais neste domingo (1º) para abrir uma conversa importante sobre os ataques que recebe diariamente na internet. Em um vídeo longo e reflexivo, o artista falou sobre os comentários ofensivos que tentam associá-lo a estereótipos femininos como forma de insulto e ampliou o debate para além da própria experiência, conectando o tema à violência de gênero no Brasil. Para ele, o problema não está apenas nas palavras, mas na estrutura social que transforma o feminino em alvo de desvalorização.

“Para homens inseguros, o feminino deixa de ser uma admiração e passa a ser uma ameaça, porque comentários como esses: ‘menine’, ‘esse daí morde a fronha’ ou ‘é uma questão de tempo para ele sair do armário’ estão diretamente associados ao fato do Brasil registrar quatro mulheres assassinadas por dia no ano de 2025. 3,7 milhões de mulheres sofrem violência doméstica por questão de gênero dentro de casa”, afirmou. João destacou que, apesar de ser “um homem cis, hétero, casado com a mesma mulher há cinco anos”, é constantemente alvo desse tipo de provocação. “A grande questão é que isso não se limita à internet, reflete diretamente na estrutura de como nós nos comportamos como sociedade e isso me levantou muitas questões”, completou.

Ao falar sobre masculinidade tóxica, o cantor apontou que o problema começa ainda na infância. “É muito comum a gente crescer, principalmente nós, homens, ouvindo: ‘está chorando igual a uma menininha’, ‘segura que nem homem’, ‘anda que nem homem’. A gente cresce ouvindo e aprendendo a demonizar tudo que é tido como feminino, a rejeitar todas as características femininas.” Para ele, essa construção associa sensibilidade e vulnerabilidade à fraqueza, criando adultos incapazes de lidar com emoções de forma saudável. “Essa rejeição do feminino se transforma geralmente em coisas muito ruins como a violência, o silêncio, a dominação, o isolamento. E isso gera uma sociedade que tem a sua masculinidade doente.”

João também refletiu sobre como a expressão artística e estética já flertou com elementos considerados femininos sem que isso fosse tratado como ameaça. Ele citou exemplos do passado, lembrando que jogadores de futebol usavam micro shorts e cantores ousavam em brilhos, cores e cabelos longos, algo visto com admiração. “Flertar com o feminino era algo positivo. Porque que isso deixou de ser?”, questionou. Ao final, defendeu que o caminho passa pelo diálogo e pela educação: “Não vejo nenhuma solução a não ser nós homens ou nós como sociedade de modo geral passarmos a conversar mais sobre isso. Implementar isso na educação dos nossos filhos, nas escolas, nas rodas de conversas, nas mesas, nas nossas amizades, reforçar que a vulnerabilidade do homem ela não é fraqueza, ela é força…”

 

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