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Novo líder supremo do Irã pode ser gay — algo que é crime no país, diz relatório da inteligência dos EUA

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O jornal norte-americano New York Post trouxe à tona nesta segunda-feira (16) uma nova onda de especulações envolvendo o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Segundo a publicação, relatórios da inteligência dos Estados Unidos apontariam que o religioso, de 56 anos, poderia ser gay — algo que, caso confirmado, seria considerado crime grave no país. A informação teria sido apresentada em um briefing reservado ao presidente americano Donald Trump, que reagiu com surpresa e risadas diante da revelação.

De acordo com fontes da comunidade de inteligência ouvidas pelo jornal, a suspeita não surgiu agora. Rumores sobre a possível orientação sexual de Mojtaba circulam há anos dentro de círculos políticos e religiosos iranianos, mas ganharam força após o acidente de helicóptero que matou o então presidente Ebrahim Raisi, em 2024. Na época, a morte de Raisi abriu uma disputa silenciosa pela sucessão do poder no país, e comentários sobre a vida privada do filho do aiatolá passaram a aparecer com mais frequência nos bastidores do regime.

Segundo as mesmas fontes, parte da inteligência americana acredita que Mojtaba teria mantido um relacionamento íntimo de longa duração com um tutor de sua infância — embora haja versões divergentes indicando que o suposto envolvimento seria com alguém próximo da família Khamenei. Ainda não há provas públicas, como fotos ou registros diretos, mas autoridades afirmam que a informação teria origem em uma fonte altamente protegida dentro do sistema de espionagem dos EUA, o que fez com que o assunto fosse tratado como potencialmente crível dentro do governo.

A especulação também ganhou novos capítulos por causa de relatos antigos sobre a vida pessoal do clérigo. Um relatório diplomático de 2008 indica que Mojtaba teria viajado diversas vezes a Londres para tratar problemas de impotência sexual, incluindo internações prolongadas em hospitais da capital britânica. Esses episódios passaram a ser revisitados à luz das novas alegações, ampliando os rumores sobre sua vida privada — um tema particularmente sensível em um país onde relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas e podem até levar à pena de morte.