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PM é flagrado chamando homem com deficiência auditiva de “viadinho” durante abordagem no BRT do Rio

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Uma abordagem policial na Estação do BRT Novo Leblon, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, terminou em revolta nas redes sociais após a divulgação de um vídeo que mostra um policial militar agindo de forma agressiva contra um homem com deficiência auditiva. O caso aconteceu na última segunda-feira (16), mas as imagens só começaram a circular nesta sexta (20), expondo a conduta do agente durante a ação do programa BRT Seguro.

Nas gravações, o policial aparece debochando da vítima e utilizando ofensas de cunho homofóbico enquanto o homem tenta se comunicar. Em um dos momentos mais absurdos, o agente dispara: “Igual um viadinho! Igual um viadinho (sic). Tira essa p…, vai filmar aqui não p… Vai para casa do c… Vai pra lá”. Além das agressões verbais, o militar também tenta impedir a filmagem, avançando para pegar o celular de quem registrava a cena, e chega a arremessar a mochila do passageiro no chão. Após mais de 10 minutos de constrangimento, o homem foi liberado.

Procurada, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), responsável pelo BRT Seguro, repudiou a postura do agente e afirmou que a conduta “destoa dos valores éticos e morais que devem basear ações de qualquer servidor público”. Segundo o órgão, assim que tomou conhecimento do caso, foi solicitado o afastamento do policial do programa. A Seop também destacou que, por se tratar de um serviço estadual, eventuais medidas disciplinares cabem à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Em nota, a secretaria ainda ressaltou a dimensão do BRT Seguro, que conta com mais de 400 agentes atuando diariamente nos corredores e terminais. Desde a criação do programa, em junho de 2021, já foram aplicadas mais de 20 mil infrações por evasão de tarifa e mais de 33 mil multas de trânsito, além de mais de 5.100 prisões por diferentes crimes. O órgão também afirma que houve redução de 90% no vandalismo nas estações dos corredores Transoeste, Transcarioca, Transbrasil e Transolímpica. Já a Polícia Militar se limitou a dizer que o caso será apurado pela Corregedoria-Geral, por meio da Diretoria-Geral de Programas (DGProg), que adotará as medidas legais cabíveis.