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Rio avança no combate ao HIV, aumenta uso da PrEP em 50% e lidera ranking nacional

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O Rio de Janeiro acaba de registrar um avanço histórico no enfrentamento ao HIV. Entre 2024 e 2025, a capital fluminense apresentou uma queda de 29% nos novos casos da infecção e passou a ocupar o posto de capital brasileira com o menor índice de novas transmissões, segundo dados do Programa Previne Brasil. O resultado coloca a cidade em posição de destaque no cenário nacional e reforça a eficácia das estratégias adotadas pela rede municipal de saúde.

Além da redução expressiva nas infecções, outro dado chama atenção: houve aumento de 50% na adesão à PrEP, a profilaxia pré-exposição ao HIV. Atualmente, 93% das pessoas em tratamento na cidade estão com carga viral indetectável, o que significa que não transmitem o vírus por via sexual. O índice aproxima o Rio da meta máxima estabelecida pelo Protocolo de Paris, referência internacional no combate à epidemia. A cidade está a apenas dois pontos percentuais de alcançar o objetivo global.

Para Carlos Tufvesson, coordenador de Ações de Prevenção da Secretaria Municipal de Saúde — pasta comandada pelo sanitarista Daniel Soranz —, a mudança passa também pela forma como a informação é comunicada. Em entrevista à coluna de Lu Lacerda, da revista Veja Rio, ele destacou que o trabalho tem buscado simplificar a linguagem para ampliar o alcance da prevenção. Segundo Tufvesson, a estratégia ajudou a romper a ideia de que a PrEP seria destinada apenas a homens gays, ampliando o acesso a diferentes públicos.

“Saímos do estigma de que PrEP é só pra gay. A gente precisa informar, porque eu não falo mais PrEP, mas abordo: ‘Você sabia que existe uma pílula que impede o HIV de entrar no seu corpo? Aí a pessoa fica atenta e aprende. Isso é um trabalho que fazemos na secretaria usando palavras mais simples, senão acham que é o lançamento de um novo modelo de carro. E tem dado certo. Informação salva”, afirmou Carlos. O avanço consolida o Rio como referência em políticas públicas de prevenção combinada e mostra que comunicação acessível, investimento contínuo e combate ao preconceito seguem sendo pilares fundamentais na resposta à epidemia.