A história envolvendo os irmãos Rozentals segue dando o que falar — e agora ganha um novo capítulo com Klass Francisks Rozentals, de apenas 20 anos, assumindo sem rodeios sua estratégia para bancar o sonho olímpico. Sem paciência para críticas, o jovem canoísta mandou um recado direto para quem se incomoda com sua presença na plataforma adulta: é melhor “superar isso e se inscrever”. A declaração vem na esteira da polêmica envolvendo seu irmão, Kurts Adams Rozentals, que acabou suspenso pela federação britânica após a repercussão de um vídeo sensual nas redes.
Enquanto Kurts foi praticamente forçado a escolher entre o esporte e a produção de conteúdo adulto, Klass decidiu trilhar seu próprio caminho — e com mais cautela. Ele destaca que o principal problema não é a exposição em si, mas a realidade financeira enfrentada por atletas de alto rendimento. Segundo o jovem, a bolsa anual oferecida pela Paddle UK girava em torno de US$ 21 mil (cerca de R$ 105 mil), um valor que contrasta com os mais de US$ 130 mil (aproximadamente R$ 650 mil) que ele afirma ter faturado em poucos meses na plataforma.
Determinando a não abrir mão de nenhum dos dois mundos, Klass optou por deixar a equipe da Grã-Bretanha e passar a competir pela Letônia, país de origem de sua família. Em suas redes sociais, ele foi direto ao falar sobre sua motivação: “Esta é a minha vida agora e este é o meu sonho: as Olimpíadas. E eu não gostaria que fosse de outra forma. O esporte faz parte da minha identidade e farei o que for preciso para que isso aconteça.” A decisão também carrega um peso emocional, já que ele atribui à mãe — e à história de luta da família — a mentalidade de fazer o necessário para alcançar seus objetivos.
O caso reacende um debate cada vez mais presente no universo esportivo: a falta de apoio financeiro para atletas olímpicos. Klass não está sozinho nessa. Nomes como o patinador americano Conor McDermott-Mostowy e o remador neozelandês Robbie Manson já falaram abertamente sobre recorrer a plataformas adultas para complementar renda e seguir competindo. Enquanto isso, a linha entre “imagem aceitável” e punição continua sendo questionada — especialmente quando atletas são julgados mais pelo conteúdo que produzem do que pela dedicação ao esporte.
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