Um encontro que começou como um simples encontro pelo aplicativo Grindr terminou em momentos de terror para um enfermeiro e professor universitário, de 33 anos, no Distrito Federal. A vítima, que se identificou como Pedro, foi sequestrada e assaltada na noite do último dia 7, em Samambaia (DF), após marcar um encontro com um homem que usava o nome de “Douglas” na plataforma.
Segundo relato ao portal Metrópoles, Pedro combinou de encontrar o suspeito próximo a um posto de combustíveis na BR-070. Ao chegar ao local, foi reconhecido pelo carro, mas rapidamente percebeu que a situação não era o que esperava: o homem estava armado. Sob ameaça, ele foi obrigado a ir para o banco de trás do próprio veículo. Pouco depois, um segundo criminoso entrou no carro, também armado, e os dois passaram a circular pela região por cerca de duas horas, fazendo ameaças constantes.
Durante o sequestro, os criminosos exigiram transferências bancárias e conseguiram roubar pelo menos R$ 20 mil da vítima, parte via Pix e parte após manipulação do atendimento bancário. Além do dinheiro, também levaram uma corrente de ouro e o celular, obrigando Pedro a desconectar o aparelho do iCloud. Ele foi abandonado posteriormente na QR 23 de Samambaia. Apesar do prejuízo financeiro, ele não sofreu ferimentos físicos, mas relata o forte impacto emocional da situação: “Estou bem, mas com a cabeça ainda meio aérea, pois foram momentos de muita tensão e medo. Foram quase 3 horas sob a mira de um revólver, ouvindo palavras de terror, além da insegurança de não sair com vida”.
Ainda em recuperação do trauma, Pedro fez um alerta importante para outros usuários de aplicativos de relacionamento. “Minha dica para outros amigos que usam os aplicativos para se relacionar é buscar locais públicos com grande movimento. Também não se deve ir a lugares desconhecidos e evitar horários muito tarde. Outra dica é avisar para pessoas aonde está indo e criar uma rede de segurança”, aconselhou. O caso foi registrado como roubo com restrição de liberdade e segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. Até o momento, os suspeitos não foram identificados nem presos.










