A morte do estudante de medicina veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos, ganhou novos desdobramentos após a prisão do principal suspeito do crime, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, o investigado confessou ter asfixiado a vítima com um cabo de carregador de notebook dentro do apartamento onde os dois estavam, no bairro Cidade Jardim. O caso foi detalhado em coletiva de imprensa pelo delegado Danilo Wendel. “O autor estava transitando pela rua quando foi abordado por Luciano, que estava em seu próprio veículo, e o convidou para ingerir bebida alcoólica.”
Segundo a apuração, o suspeito, Walison Ascanio Tito, de 31 anos, não conhecia a vítima. Após o convite, os dois passaram em uma distribuidora antes de seguirem juntos para o imóvel. “Eles passaram em uma distribuidora de bebidas, compraram uma quantidade de bebida alcoólica e seguiram para o apartamento da vítima”, relatou o delegado. Ainda conforme o investigador, depois de consumirem álcool e manterem uma relação, o suspeito afirmou ter se arrependido. “Walison confessou formalmente na delegacia que, após terem uma relação, ele acabou se arrependendo e, naquele momento, acabou decidindo ceifar a vida do Luciano, estrangulando com o cabo de carregador do notebook da vítima”, completou.
O histórico criminal do investigado também chamou a atenção das autoridades. Walison já havia sido condenado por homicídio e respondia por outros crimes, além de usar tornozeleira eletrônica. Apesar de ter levado o notebook e um par de calçados ao deixar o local, a polícia descarta motivação patrimonial. “O Walison alega que, para sair do apartamento sem ser notado, decidiu pegar o notebook e também o calçado da própria vítima, para que saísse do apartamento sem ser notado e sem ser abordado, já que ele também utilizava uma tornozeleira eletrônica”, afirmou o delegado.
Preso três dias após o crime, nas proximidades da rodoviária de Trindade, o suspeito segue à disposição da Justiça. A investigação está em fase avançada e deve ser concluída em breve. “A investigação está bem avançada, temos imagens de videomonitoramento e as imagens da distribuidora de bebida. Agora a gente aguarda a finalização de alguns laudos e a requisição de algumas provas técnicas pra fechar o fato e encaminhar a investigação para o Poder Judiciário”, ressaltou Danilo Wendel.










