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RJ: Nos 10 anos sem Elke Maravilha, espetáculo inspirado em sua trajetória estreia no Teatro Candido Mendes em agosto

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Foto: Marcela Saraceni

Uma das figuras mais irreverentes e livres da cultura brasileira será homenageada nos palcos do Rio de Janeiro. Em agosto, chega ao Teatro Candido Mendes, em Ipanema, o monólogo “Quero ser Elke Maravilha”, inspirado na trajetória e no legado de Elke Maravilha (1945-2016). A montagem terá temporada de 14 a 30 de agosto, com sessões de sexta a domingo, sempre às 20h, e revisita a história da artista a partir de um olhar marcado por identidade, liberdade e pela coragem de desafiar padrões.

Idealizado e encenado por Igor Castilho, que também assina o texto e a dramaturgia ao lado de Rodrigo Murat, o espetáculo acompanha um jovem que passa a ser chamado de “Elke Maravilha” pelos colegas da escola. Incomodado e intrigado com o apelido, ele se refugia no próprio quarto para tentar entender o que aquela associação significa. Entre lembranças, delírios e imaginação, ele recria momentos emblemáticos da vida de Elke, como a descoberta das roupas extravagantes e a criação da maquiagem que se tornou uma de suas marcas, até perceber que a investigação sobre a artista também revela muito de sua própria história. A direção artística é de Jhoão Scarpa.

A conexão entre os dois personagens parte justamente do impacto que Elke provocou em gerações ao transformar aquilo que poderia ser visto como excentricidade em potência. Para Igor, essa identificação começou ainda na adolescência, quando a artista se tornou uma referência para que ele pudesse acolher suas próprias singularidades. “A voz de Elke, mesmo depois de 10 anos de ter ido ‘brincar de outra coisa’, como dizia, continua ecoando como um convite à autenticidade”, afirma o ator, que vê na trajetória da homenageada uma inspiração para compreender as diferenças não como defeitos, mas como características capazes de fortalecer a identidade de cada pessoa.

A montagem parte dessa descoberta para colocar em cena questões que atravessam a trajetória de Elke Maravilha e continuam presentes na vida de quem foge dos padrões. A história do rapaz se mistura à da artista à medida que ele entende o apelido recebido na escola e passa a olhar para as próprias diferenças de outra maneira. “Ao aproximar essas duas trajetórias, a ideia é propor uma reflexão sobre identidade, pertencimento e liberdade, mostrando que aquilo que muitas vezes é visto como motivo de ridicularização pode se tornar justamente a maior fonte de força e expressão do sujeito”, completa o ator.

Serviço

Temporada: de 14 a 30 de agosto
Sessões: sextas, sábados e domingos, às 20h
Local: Teatro Candido Mendes – Rua Joana Angélica, 63, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ
Entrada: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), vendas AQUI 
Obs.: Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.
Obs.(2): há 2 categorias de cortesias (i) trans free (2 ingressos por sessão), e (ii) drag free (1 ingresso por sessão), para pessoas autodeclaradas transgênero ou dragqueens.
Gênero: Monólogo
Duração: 70 min
Classificação etária: 14 anos