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“Kit chuca” oferecido em ambulatório LGBT+ de Salvador viraliza; Ministério da Saúde esclarece distribuição pelo SUS

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Um vídeo que viralizou nas redes sociais nos últimos dias colocou em evidência a oferta de duchas para higiene anal em um serviço público especializado em saúde da população LGBTQIA+ em Salvador (BA). As imagens mostram o chamado “kit chuca” disponível no Ambulatório Municipal Especializado em Saúde LGBT+, que funciona no Multicentro de Saúde Carlos Gomes, no centro da capital baiana. A publicação foi feita pela enfermeira e sexóloga Maiara Teixeira e alcançou milhões de visualizações, além de ser compartilhada por perfis que atribuíram a distribuição do produto ao governo federal.

O registro foi feito durante o XX Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana (CBSH), realizado entre os dias 2 e 4 de setembro, no Centro de Convenções de Salvador. No vídeo, quem apresenta o higienizador íntimo a Maiara é Paloma Xavier, gestora do Multicentro de Saúde Carlos Gomes e do ambulatório especializado. Apesar da repercussão nas redes, a oferta do produto não é uma iniciativa do Ministério da Saúde. Segundo a pasta informou ao g1, o governo federal “não realiza a compra, não custeia e nem distribui kits de higiene íntima”.

De acordo com o Ministério da Saúde, eventuais aquisições desse tipo podem ser feitas por estados e municípios, que têm autonomia para definir ações dentro da gestão local do Sistema Único de Saúde (SUS). No caso que aparece no vídeo, a disponibilização da ducha é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador e já fazia parte dos serviços oferecidos pelo ambulatório antes da repercussão nas redes sociais. O produto, inclusive, constava em uma lista divulgada pela própria administração municipal quando a unidade foi inaugurada, em setembro de 2023.

O Ambulatório Municipal Especializado em Saúde LGBT+ integra o Multicentro de Saúde Carlos Gomes e foi criado para oferecer atendimento direcionado às demandas específicas da população LGBTQIA+. Entre os serviços anunciados pela Prefeitura de Salvador estão a oferta de PrEP, acompanhamento de pessoas trans e travestis, atendimento em saúde mental e ações de prevenção e diagnóstico. Em nota ao g1, o Ministério da Saúde também reforçou que suas políticas são orientadas por evidências científicas e voltadas à atenção integral à saúde, enquanto a gestão do SUS é compartilhada entre União, estados e municípios.