A coroação de Anitta como rainha de bateria da Grande Rio, realizada no último domingo (20), acabou dando início a uma discussão nas redes sociais sobre a própria história dos títulos que marcaram o Carnaval carioca. Na quadra da escola, em Duque de Caxias, a cantora recebeu a coroa das mãos de Eloína dos Leopardos, a primeira rainha de bateria do Carnaval carioca. Travesti e símbolo de resistência no samba, Eloína ocupou o posto à frente da bateria da Beija-Flor em 1976, 1977 e 1978 e foi escolhida por Anitta justamente como forma de reconhecer “quem abriu caminhos”.
Foi justamente durante a repercussão da cerimônia que Monique Evans decidiu reivindicar um lugar específico nessa história. Em uma publicação no X, a apresentadora afirmou: “Eu fui a primeira madrinha de bateria. Madrinha eram as passistas das comunidades. Depois de mim vieram Luiza (Brunet) e Luma (de Oliveira). Pesquisem”. A declaração provocou uma série de reações, principalmente de internautas que fizeram questão de diferenciar o posto de madrinha daquele ocupado anteriormente por Eloína. “Você mesma disse: madrinha. Eloína já estava à frente de uma bateria representando o que você também fez a partir de 84. Ela veio antes”, escreveu um dos usuários.
Outro usuário ponderou que Monique teria sido a primeira “madrinha-celebridade”, enquanto Eloína já havia feito história anos antes. “A gente pesquisou, Monique. Você [foi] a primeira ‘madrinha-celebridade’ da TV e das passarelas. Mas a homenagem de Anitta está certíssima. Mais respeito pela história de quem abriu os caminhos bem antes”, afirmou.
Procurada pelo EXTRA, Monique voltou a explicar sua versão e reforçou que não considera ter ocupado o mesmo posto de Eloína. “Ela foi a primeira rainha de bateria. Eu era a madrinha, que inventaram esse posto na minha vez”, afirmou. Segundo a apresentadora, “sempre tinha a rainha”, função que, em sua visão, era ligada às sambistas das comunidades, enquanto o termo madrinha teria surgido posteriormente para designar uma nova posição. “Depois disso vieram a Luiza, a Luma, para o posto de madrinha, que hoje em dia não existe mais. Só existe o posto de rainha, que é o que a Anitta é”, completou. O fato é que Eloína já ocupava o posto de rainha de bateria da Beija-Flor desde 1976, enquanto Monique estreou à frente da bateria da Mocidade em 1984, diferença de oito anos que acabou se tornando o centro da polêmica.
Eu fui a primeira Madrinha de Bateria. Madrinha eram as passistas das comunidades. Depois de mim, vieram Luiza e Luma. Pesquisemmmm
— ☆ Monique Evans ☆ (@moniquevansreal) September 21, 2026



