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Eleonora Áquila confronta adolescentes após ser alvo de chacota em shopping de São Paulo: “Devolver o constrangimento”

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A jornalista e ativista trans Eleonora Áquila confrontou um grupo de adolescentes após perceber que estava sendo alvo de risadas e chacotas enquanto fazia compras na tarde deste domingo (11), na loja Zara do Shopping Paulista, em São Paulo. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela aparece indo até as jovens para questionar o comportamento e exigir respeito. “Ontem, no Shopping Paulista, eu tive que devolver o constrangimento”, escreveu ela ao divulgar o registro do momento.

“Vocês estão rindo do quê? Desde a hora que vocês me viram, vocês estão rindo do quê? Qual é a graça? Explique agora!”, questiona Eleonora na gravação. Durante o confronto, uma das adolescentes afirma que elas estariam rindo de uma amiga. Eleonora, então, questiona por que sua aparência seria motivo de diversão e repreende as jovens pela falta de respeito. “Não é justo eu estar fazendo a minha compra e ser motivo de chacota para vocês. Não é justo. Vocês são jovens e não podem fazer esse tipo de coisa”, afirma. A jornalista também destaca que nem todas as pessoas reagiriam à situação com a mesma disposição para conversar. “Nem todo mundo vai ter a educação que eu estou tendo de conversar, porque isso não se faz”, diz ela, antes de pedir que as adolescentes aprendam a respeitar as outras pessoas.

Em outro trecho do vídeo, já em casa, Eleonora retoma o episódio e faz questão de esclarecer que não responsabiliza a Zara pelo ocorrido. Segundo ela, os funcionários da loja a acolheram bem, enquanto as responsáveis pela situação eram outras clientes. “A questão é que tudo começa numa piadinha, numa risadinha e vai terminar num transfeminicídio, numa violência ou numa agressão”, alerta.

Ao compartilhar o episódio, Eleonora também questiona os discursos de intolerância que se escondem atrás de valores religiosos e cobra uma reflexão sobre o tipo de sociedade que está sendo construída. “Isso aconteceu ontem, dentro da loja Zara, no Shopping Paulista. (…) E é isso que vocês querem para o nosso país? Pessoas sendo humilhadas e maltratadas por serem quem são? Que Brasil é esse?”, questiona. “Que amor de Jesus é esse que vocês pregam? Isso não é amor. Está tudo errado e vocês precisam repensar”, conclui.