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Com 221 casos e uma morte em 2026, Rio de Janeiro retoma vacinação contra Mpox para pessoas vivendo com HIV/Aids

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O Rio de Janeiro retomou, nesta sexta-feira (6), a vacinação contra a Mpox para pessoas vivendo com HIV/Aids. Nesta primeira etapa, a campanha contempla pessoas com 18 anos ou mais que apresentam contagem de linfócitos CD4 abaixo de 200 células/mm³, condição que indica um comprometimento mais acentuado do sistema imunológico. A retomada acontece em meio ao aumento de casos da doença na capital fluminense, que já contabiliza 221 diagnósticos em 2026 e uma morte confirmada.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recebeu 2 mil doses do imunizante, enviadas pelo Ministério da Saúde. As vacinas estão disponíveis nos três Super Centros Cariocas de Vacinação, em Botafogo, Del Castilho e Campo Grande, além do Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar, no Centro, e do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI), em Manguinhos. Os dois últimos funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A previsão da secretaria é ampliar gradualmente a imunização para outras pessoas vivendo com HIV/Aids e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), à medida que novas doses chegarem.

Dos 221 casos registrados na cidade neste ano, um evoluiu para óbito. Segundo a SMS, a vítima apresentava uma doença imunossupressora preexistente. Embora a Mpox seja considerada de baixo risco para a população em geral, a infecção pode provocar complicações graves, especialmente entre pessoas com a imunidade comprometida. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias e objetos contaminados. Por isso, medidas de higiene e o afastamento de pessoas com suspeita ou confirmação da doença seguem entre as principais formas de prevenção.

Diante do aumento de notificações, o Ministério da Saúde também autorizou, na quinta-feira (5), a compra de até 20 mil doses da vacina para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A aquisição será realizada por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta do país. Apesar da preocupação com o cenário no Rio, os números nacionais ainda estão distantes dos registrados durante o surto de 2022: o Brasil confirmou 665 casos em 2026, uma redução de aproximadamente 94% em relação aos mais de 10 mil registros daquele ano.