A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) revelou que começou a considerar a possibilidade de disputar a Prefeitura de São Paulo em uma próxima eleição. Em entrevista ao g1, a parlamentar afirmou que tem olhado com interesse para uma eventual candidatura ao Executivo municipal, enquanto enfrenta um momento de incerteza sobre sua permanência no PSOL e a possibilidade de se filiar ao PT. A decisão, no entanto, ainda não foi tomada e deverá passar por uma conversa com a direção nacional da atual legenda.
“Eu tenho pensado bastante sobre a disputa para a Prefeitura em São Paulo também. É uma coisa que eu tenho começado a olhar com certo interesse”, declarou Erika. A possibilidade de uma candidatura ganhou espaço em meio às discussões sobre o futuro político da deputada, que manifestou insatisfação com a condução de decisões internas do PSOL e com o que considera descumprimento de acordos. Apesar do desgaste, ela afirmou que ainda considera permanecer no partido e que pretende avaliar os caminhos antes de tomar qualquer decisão.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, também comentou a possibilidade de Erika assumir uma candidatura ao Executivo paulistano e demonstrou abertura à ideia. “Não há dúvidas sobre a importância da Erika e de que seria uma excelente candidata. O PSOL está, como sempre esteve, aberto a esse diálogo”, afirmou ao g1. Coradi disse ainda que pretende conversar com a parlamentar e outros integrantes da legenda que mantêm interlocução com o PT para discutir os próximos passos políticos. Erika, por sua vez, confirmou que recebeu um contato para agendar uma reunião e afirmou que pretende entender o cenário antes de avançar nas conversas sobre uma possível mudança partidária.
As divergências entre a deputada e o PSOL ganharam força em junho, quando Erika criticou publicamente a distribuição de recursos eleitorais para as eleições de 2026, acusando a legenda de privilegiar candidaturas de pessoas brancas e cisgênero. Mesmo diante das discordâncias, a parlamentar ressaltou que mantém carinho e respeito pelo partido. Eleita com cerca de 1,5 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada do país para a Câmara dos Deputados, Erika não descarta uma solução que permita sua continuidade na sigla. “Então, acho que há sempre um caminho, sim, para que o desfecho seja diferente desse que está aparecendo”, concluiu.







