Um episódio de violência brutal marcou a madrugada deste domingo (11) na Penitenciária I de Gália, no interior de São Paulo. Um detento ateou fogo na própria companheira, uma mulher trans, após um desentendimento dentro da unidade prisional. A ocorrência foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que acompanha o caso.
Segundo informações oficiais, o casal vivia na ala LGBT da penitenciária. A vítima dormia quando o agressor utilizou removedor de esmalte como combustível e iniciou o incêndio. A ação mobilizou rapidamente a equipe de segurança do presídio, que conseguiu conter as chamas, prestar os primeiros socorros e acionar o resgate médico.
A mulher trans foi encaminhada em estado grave ao Hospital das Clínicas de Marília, onde recebeu atendimento especializado. Após os cuidados médicos iniciais, ela retornou à unidade prisional e, de acordo com a SAP, apresenta quadro clínico estável. Em nota, a secretaria explicou que a entrada de removedor de esmalte é permitida em alas destinadas a presas transexuais e em unidades femininas.
Ainda conforme o comunicado oficial, o conflito foi rapidamente controlado e ambos os envolvidos passaram por avaliação hospitalar. O agressor foi isolado em regime disciplinar, enquanto a Polícia Penal instaurou investigação para apurar o caso, tratado como tentativa de homicídio.









