No Mês da Visibilidade Trans, uma iniciativa histórica busca reconhecer oficialmente uma das expressões mais potentes da cultura LGBTQIAPN+ brasileira. Em parceria com a Antra, a deputada federal Erika Hilton propôs o reconhecimento do pajubá como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, destacando a importância do dialeto como ferramenta de resistência, identidade e sobrevivência de pessoas trans e travestis ao longo da história.
“Neste Mês da Visibilidade Trans, em parceria com a @Antra.Oficial, estou propondo o reconhecimento do Pajubá como Patrimônio Imaterial da cultura do nosso país”, declarou a deputada em publicação nas redes sociais. A proposta lança luz sobre uma linguagem construída coletivamente por corpos historicamente marginalizados, que encontraram no pajubá uma forma de comunicação, proteção e pertencimento em contextos de violência, exclusão e apagamento social.
Erika também ressaltou a profundidade histórica e cultural do dialeto, que carrega influências da ancestralidade africana e das religiões de matriz africana. “Há décadas, o dialeto influenciado pela nossa ancestralidade, que surge como meio de resistência, se desenvolve pelas bocas das pessoas trans, travestis e LGBTQIA+ como um todo”, afirmou. O pajubá, hoje amplamente difundido na cultura popular, segue sendo um marcador de identidade e memória coletiva.
Ao concluir, a deputada reforçou o caráter político do reconhecimento. “Hoje, o Pajubá influencia a própria língua portuguesa e está cada dia mais presente em diálogos comuns, de pessoas que sequer fazem ideia da história dos termos que usam. E reconhecer o Pajubá como Patrimônio Imaterial é reconhecer a sua importância enquanto mecanismo de sobrevivência. É reconhecer as pessoas trans e LGBTQIA+ como pessoas de direitos, e de culturas”, concluiu Erika.










